Assim como Portugal está repleto de belíssimos painéis de azulejos, arte herdada dos mouros que dominaram a Península Ibérica entre os séculos VII e XV, minha mesa portuguesa ancora-se no azul para também celebrar outros tons, outras possibilidades.

Por Ticha Ribeiro

Como a simplicidade nunca é o que parece, já que nela há sempre a complexidade da vida, a mesa montada no jardim de inverno da casa de minha mãe vem carregada de memórias afetivas da minha infância e da influência portuguesa decisiva de minha avó.

A toalha vintage, da Ilha da Madeira, sobre toalha rendada, tem, ao centro, a companhia dos ladrilhos hidráulicos com motivos portugueses. O conjunto comunga de harmonia irmã com a jarra floral japonesa e a forte delicadeza das rosas brancas. Presente de viagem a Portugal de minha mãe, a jarrinha de cristal, antiga, aqui é porta-champanha. A louça é Tânia Bulhões, taças de swarovski Isabella Adams e taças azuis de cristal da Verde que Te Quero Verde. Guardanapos e porta-guardanapos de Kim Seybert. O jogo de café, em prata, sobre bandeja, foi do meu bisavô, aqui alinhados aos deliciosos doces de Portugal.

Ah! Saboreie esse momento ao som de Chico Buarque cantando “Navegar é preciso, viver não é preciso”, na belíssima música de sua autoria “Os Argonautas”. No moodboard, azulejos portugueses, pigmentos azuis para marcar a cartela de cores, formas e desenhos que remetem à ágata e às ondas do mar.
 

Ticha Ribeiro

Há mais de 10 anos, a stylist Ticha Ribeiro adora inventar mesas. Do desejo de unir moda, casa e poesia, propõe tendências e criações únicas, executadas por uma perfeccionista apaixonada pelo que faz. Ticha também é a criadora do site Inventando Mesa – www.inventandomesa.com.br


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